Tuesday, September 20, 2016

Os três erros mais comuns das galerias de arte

Quem ja deu uma lida neste blog sabe que sou um defensor das normas do mercado da arte. Não recomendo contestação a essas normas, e sim a adesão competitiva e a prosperidade do artista. Uma das missões deste site é abrir as regras do jogo da arte. Além de ser artista, e ja ter trabalhado em museus, trabalhei para galerias importantes em São Paulo, Lisboa, Porto e Madrid.

Não preciso relatar aqui a importância das galerias para o funcionamento do sistema de arte, não preciso justificar as comissões e 50%, estes argumentos aparecem noutros artigos deste blog. Nestas andanças posso elencar aqui Os Três Erros Mais Comuns das Galerias de Arte:

1) Acervo muito pequeno, para uma grande sala expositiva. 
A maioria das galerias tem uma impressionante sala expositiva, uma fachada suntuosa, mas os acervos são pequenos. Raras são as galerias que apresentam um acervo impressionante, bem organizado e bem catalogado. Era preferível fazer o contrário, ter uma sala expositiva pequena e a sala do acervo maior. Quando um cliente visita uma exposição ele vai querer ver outras coisas no acervo. Se não encontrar o que procura, algo de interesse, ele vai embora. O cliente quando quer comprar uma obra deve resolver a compra no acervo da galeria e não ficar pulando de galeria em galeria. É um erro ter um acervo mal organizado, pequeno, e sem uma catalogação de acesso rápido. Galerias importantes tem bons acervos, mas outras galerias importantes tem acervos que deixam muito a desejar.

2) Falta de staff.
Algumas galerias concentram toda a atividade na mão do dono e ele possui no máximo um ou dois assistentes. Uma equipe de duas ou três pessoas não é suficiente para alavancar vendas e repercutir a programação de uma galeria com custos mensais elevados. É preciso fazer controle financeiro, contato com artistas, contato com clientes e curadores, planejamento e execução de divulgação, atualização de sites, midias sociais, geração de conteúdos, produção de exposições, coordenação logística, organização do acervo, catalogação, assessoria de imprensa, planejamento de feiras, prospecção de artistas, programação cultural, produção gráfica, produção de textos, fotos, cobrança, orçamentos, embalagens, videos, visitas, gestão de carreira de 30 artistas... É muita coisa para dar conta. As grandes galerias tem 15 a 20 funcionários. As médias tem 10. As super enxutas tem 5... cuidado com staffs menores do que isso.

3) Falta de gestão profissional.
Longe de mim querer aborrecer os marchands, pessoas tão importantes e elegantes, pelos quais queremos ser representados. Estou elencando problemas recorrentes das galerias. Abrir uma galeria pode parecer como abrir um bar: "fácil, o proprietário aplica seus caprichos e tudo se resolve com o tempo"...não é assim. Por isso tantos bares fecham e tantas galerias não dão o resultado esperado. O resultado não é apenas para a casa, mas também para os artistas, e funcionários e investidores (afinal uma boa gestão de carreiras artísticas valoriza os artistas). Gestão de recursos humanos é algo inexistente nas galerias, plano de carreira para funcionários: esquece. Treinamento: esquece. Comissões quando existem são pagas conforme a lua. Plano de vendas: nada. Estratégias de desenvolvimento: nada. Reuniões com a equipe? Nada. Redação de emails para a equipe? Zero. Nem bilhetes os patrões escrevem, em geral as instruções são passadas verbalmente, e olhe lá. Organograma? Pra quê? Administrativamente não tem nada de nada? Tem sim, muita vaidade nas galerias, muita pose em detrimento de um trabalho profundo, muito improviso, muito cansaço, muito ciúme, muita competição interna na equipe, muito silêncio e muita centralização de poder que engessa o negócio.

Enfim, não é fácil o mercado de arte. Convém adotar linhas de ação consagradas nos manuais de gestão. Não precisa inovar na gestão de galerias. Fazer o mínimo ja seria um avanço. E os artistas também tem contribuições a fazer para prosperar os negócios. Sucesso!

Ricardo Ramalho

Wednesday, July 13, 2016

A única coisa que um artista tem que fazer: e não é arte

O êxito profissional demanda centenas de ações adequadas. Toda vez que lemos "dez maneiras para fazer tal coisa" ficamos com aquela impressão de truque, aqueles irritantes "life hacks", reducionistas, ou pior, fica parecendo enchimento de linguiça ou isca de visualização de blog. Claro que é importante postar conteúdos úteis, com diferencial, e ter um blog generoso. Acredito que artigos devem conter alguma provocação, como é o caso deste, senão ficam "consensuais", enfadonhos e aguados. Sou particularmente provocativo nos títulos sejam em textos ou exposições. Não existe uma receita de bolo para ser artista, mas se as pessoas seguissem as indicações deste blog certamente se desenvolveriam mais. Não é fácil viver da arte e avançar segundo minhas próprias palavras. Vamos assim mesmo em frente nesta missão educacional, porque meu objetivo como consultor e professor será sempre que meu interlocutor seja mais próspero do que eu.

Fazendo um exercício estimulante de síntese proponho a única coisa que um artista tem que fazer: exposições. Observe que não adianta fazer arte sem expor. A exposição é o evento que conclui a obra. O artista que não mostra seu trabalho nunca será reconhecido. A menos que seja Arthur Bispo do Rosário, considerado louco, passou a vida no manicômio e fez uma obra tão vigorosa e contemporânea que chamou atenção de curadores. Não está nos planos da maioria das pessoas viver no hospício, rodeado de pessoas de saúde mental duvidosa... embora fora do hospício também tenhamos de conviver com esse tipo.

A exposição exige a produção das obras, então expor obriga a fazer arte. A exposição faz o trabalho evoluir porque conseguimos visualizar o conjunto da obra como algo conquistado, a tal ponto que queremos ir além. Outro efeito importante de expor é submeter o trabalho a apreciação pública e isso demanda coragem e capacidade de diálogo e argumentação. Com frequência ouvimos uma crítica e temos a oportunidade de formular uma argumentação: é a apreciação da apreciação. A capacidade de dialogar sobre o próprio trabalho ajuda a despertar interesse, empatia e formular os próprios conceitos da obra.

A função da arte é gerar uma experiência no público e isso só pode acontecer numa exposição. Há quem diga "faço arte para mim, não para os outros"... soa bastante desprendido e impetuoso, mas também um pouco ingênuo e desinteressante, a meu ver. A obra precisa dialogar com a contemporaneidade, com o mundo, e não com o quarto do artista.

Além de motivações poéticas e de transformação do entorno, as exposições tem um objetivo secundário imprescindível: acessar curadores, colecionadores e marchands. São eles é que vão trazer o pão para o artista, e publicar catálogos, e permitir exposições ainda maiores. No mercado de arte a apreciação da obra é indissociável da apreciação do currículo. "Quem fez" a princípio é mais importante do que "o que fez". Quanto mais relevante o currículo mais liberdade o artista ganha, quanto mais numerosas as exposições mais confiantes ficam os colecionadores. Se inspira credibilidade no comprador (que afinal é um investidor e quer ter segurança) inspira interesse no galerista. Se faz exposições interessantes e ainda tem o respaldo social então o curador sente-se confortável para colocar o obra sob os holofotes do museu, quem sabe incorporar no acervo e produzir catálogo. É curioso notar que as galerias ocupam frequentemente o papel dos museus, não apenas na imitação do cubo branco museológico, mas também na produção de seus próprios catálogos, convidam críticos para escrever, agregar valor e dar credibilidade à publicação. Toda essa produção em torno do artista é muito valiosa. Por vezes mais valiosa do que a própria obra.

Assim podemos notar que a exposição é o pilar mínimo da atuação de um artista com ambição. Expor constantemente exige a produção constante de obras. Expor ao longo da vida leva ao questionamento "dessa obra de tantos anos" pressionando assim sua evolução. Expor celebra o trabalho, presenteia o público, altera os ambientes e amplia seu alcance. Expor exercita a autocrítica, o diálogo e a inserção no mercado. Sem exposições um autor não vai longe. Expor imortaliza o artista.

Ricardo Ramalho
à sua disposição pelo email :)
artistaramalho@gmail.com


Thursday, July 7, 2016

Um perfil de consultoria para artistas

RR, Da série provérbios, 2002, 32x40cm
Quando dou consultoria para carreiras artísticas, e dou várias, não trato arte como terapia ocupacional, não afago obras duvidosas nem descrevo o mercado de arte como uma coisa linda. O diálogo com o artista se dá sobre a realidade do sistema de arte, sem romantismo e fantasias, com muita objetividade e soluções sobre a mesa. Um artista pode ficar 5 anos estagnado. Okay... e se ficar 10 anos? 20 anos estagnado? Que tal a vida inteira na obscuridade e frustração? Em poucos meses de foco este quadro pode ser revertido.

Arte é uma profissão competitiva, não se aceita amadorismo. Minha abordagem visa desenvolver o percurso do artista, longe da marginalidade, com vistas a um sentimento de pertença ao circuito de arte.

Podemos ter conversas agradáveis sobre a poética das coisas, a arte que está em todos e em tudo, mas não será essa a conversa que vai desenvolver sua carreira. Arte é tudo que nos rodeia sim, apenas para os artistas avançados. Para os emergentes arte é somente aquilo que será apreciado como arte.
Meu email é artistaramalho@gmail.com podemos fazer uma sessão pelo skype sem compromisso.
Este é o blog top do Google em consultoria de arte :)


(imagem: Da série provérbios, #1, vinil sobre pvc, 32 x 40 cm, Ricardo Ramalho - apresentado na coletiva AAA, Galeria Baró Sena, 2002).

Wednesday, June 29, 2016

Who is Ricardo Ramalho

I need to have a paragraph in English :)

The begining of my artistic career I consider when I did my first public exhibition in 1995, I was still studying at Faculdade de Artes Plásticas, FAAP. I graduated in 1997. Right after that I became a curatorial assistant of the Museu de Arte Moderna de São Paulo, for 4 years. I learned a lot about the art system and curatorial issues. In 2002 I started also doing some independent curatorship projects. After 2005 I shifted from public institutions to the art market and did executive work in many private galleries. Meanwhile I took some post graduation courses in Cultural Action, Museum and Curatorial Studies. I have been running artist´s residencies for many year. I organized residences in Portugal, and later in São Paulo, at Instituto Volusiano, and recently other residencies listed below. I am also an art collector, as I believe artists need to be an example in art collecting. I have done many different things in my life, like astronomy teaching, beekeeping, sailing and restaurant management.

At the moment I am:
- art consultant, and article writer at the top blog in portuguese about Consultoria de Arte
- curator of Casa Tamarindo cityscape residency program (listed in ResArtis)
- curator of Prainha Residência Artística beachfront residency program (listed in TransArtists)
- diretor of Seu Video productions for YouTube and event videos (facebook page)
- boatbuilder at Estaleiro Oficina (check blog), amateur boatbuilding and plans selling (facebook page)
- struggling artist, check my CV and some art works in artistic my blog.

Personal contact
artistaramalho@gmail.com
Personal FB page
https://www.facebook.com/ramalhoface
São Paulo - Brasil


Monday, June 13, 2016

A Lista de Preços de Serviços da RR Consultoria

DESENVOLVIMENTO PESSOAL E DE NEGÓCIOS

Coaching! 

Duas primeiras sessões grátis online
Conheça a importância do Coaching
http://suportecoach.blogspot.com.br/2016/06/por-que-o-coaching-e-tao-importante.html

Coaching à Domicílio individual!

Promoção R$ 590 por mês
condição válida por 2 meses de atendimento, renovável, sessões de 45 minutos em SP capital

Coaching Online individual!

Promoção R$ 190 por mês
condição válida por 2 meses de atendimento, renovável, sessões de 45 minutos

Consulta de Coaching avulsa online!

R$ 60 sessões de 45 minutos

Consultoria enciclopédica online para temas específicos!

R$ 60 
Exemplos de temas ao nosso alcance: cursos online, apicultura, mídias sociais, hotelaria, liderança, relacionamento social, construção de barcos, arte contemporânea.


PRODUÇÃO DE IMAGEM

Seu Canal no YouTube 

por R$ 690 por mês!
4 videos por mês, videos semanais, çançamento de um video por semana, com uma sessão de gravação mensal. 

Video de eventos 

a partir de R$ 600
4 horas de cobertura, edição de video de 10 a 15 minutos

Fotos de eventos

a partir de R$ 300
3 horas de cobertura

Fotos de casamento 

a partir de R$ 1200

8 horas de cobertura

Todos os serviços poderão ter detalhamentos contratuais aplicáveis

Ofertas válidas em 13/6/2016

Friday, June 3, 2016

Coaching com RR Coach

Ricardo Ramalho autor do blog top do Google em Consultoria de Arte agora lança um novo serviço que é a sua cara:

Coaching! Atendimento imediato para o acompanhamento semanal do seu desenvolvimento pessoal com a nova marca Suporte Coaching. Conheça:
- o novo blog www.suportecoach.blogspot.com.br 
- novo twitter https://twitter.com/suportecoach
- e o novo Canal Suporte Coach do Youtube.

Assista este breve vídeo introdutório!


Qual a diferença entre Coaching e Consultoria?

Em linhas gerais o coaching é mais focado no indivíduo e seu desenvolvimento pessoal, enquanto a consultoria é mais focada no aspecto organizacional de empresas. Claro que a consultoria também abarca aspectos de equipes e desafios individuais, afinal a consultoria é uma atividade muito abrangente já o coaching é mais específico. A consultoria pode trazer soluções técnicas específicas e participar diretamente na implantação de novos padrões operacionais, ja o coaching atua de forma mais distanciada dando suporte para o próprio cliente encontrar as soluções que precisa. Consultoria e coaching tem algumas coisas em comum: o cliente é o protagonista, a busca pelo desenvolvimento e o compromisso com novas linhas de ação.

Thursday, February 25, 2016

Como pintar quadros (e ser reconhecido)

Paisagens iguais de Ricardo Ramalho 2005, Porto, Portugal
Uma vez eu disse que era artista e me perguntaram: você faz o que? Respondi: pinto quadros. A pessoa respondeu "Que gostoso!"

Como tenho um pendor educacional tive que explicar que pintar quadros não era assim tão gostoso. É uma atividade muito contida, de movimentos precisos, calculados, exige disciplina, dedicação, isolamento e capacidade de gestão da carreira. E se não for assim o artista passa fome. O trabalho artístico não é bem compreendido por 90% da população, sendo otimista. Se a pessoa diz "sou cirurgião" ninguém responde "que gostoso".

Então vamos ao que interessa: como pintar quadros e ser reconhecido.

Você precisa pintar em série. Veja o exemplo de Pollock. Suas pinturas parecem muito soltas. Mas se olhar o conjunto das obras onde utiliza a técnica do dripping (gotejamento sobre a tela) verá que o conceito do trabalho é o mesmo em dezenas de pinturas. Isto é pintar em série: manter um padrão conceitual coerente. Como pode ver não é assim tão solto e gostoso, é até bem mecânico. Sim, é uma linha de montagem. Uma vez eu dei um curso de pintura no MAM que se chamava "Indústria de Arte". Cada aluno deveria pintar três telas com o mesmo conceito. O curso foi um sucesso. Outro exemplo Beatriz Milhazes, nossa artista milionária viva: pinta sempre seus ornamentos abstratos aleatórios, como mosaicos ou caracois, em cores vivas e chapadas. Sua obra ja atingiu um milhão de doláres em leilão. As pessoas precisam disso, elas querem olhar uma obra é dizer "isto é um fulano de tal". Como você sabe que é ele? "Ele pinta a mesma coisa há 30 anos".

Quer fazer diferente? Quer pintar cada hora uma coisa? Boa sorte, pense duas vezes antes de me procurar, tenho uma família para alimentar. Os curadores não podem dar muita trela para o amadorismo, eles precisam cuidar da aposentadoria e sugiro que todos façam o mesmo.

A coerência na produção é um princípio básico para alavancar carreiras artísticas. Fotógrafos e escultores fazem o mesmo. A grande fotógrafa Rochele Costi por exemplo e suas famosas fotos de quartos. Não seria o caso de fotografar cozinhas e banheiros. São apenas quartos. E assim ela está nas melhores galerias e museus. Pode até desenvolver séries distintas, séries paralelas, ou séries sucessivas, desde que sejam em série. Ja reparou que em exposição de galeria tudo parece igual? Mais de uma vez fiz exposições com pinturas em série, absolutamente iguais (vide foto). Isto sim é coerência.

Muito bem, você conquistou sua coerência, você tem suas referências para isso e agora? Faça exposições. Sem as exposições você não é nada. Não é sequer um artista. Depois da sua primeira exposição aí sim poderá se auto-proclamar artista. E ninguém duvidará. 

As exposições são essenciais para amadurecer o trabalho, ouvir o feedback das pessoas, dar a conhecer a obra para o público especializado (curadores, críticos, colecionadores, marchands). As exposições ajudam a registrar a carreira, a catalogar as obras, elas conferem legitimidade ao artista e confiança ao investidor. Expor é uma ferramenta de autoestima do artista, dá uma sensação de dever cumprido, de contribuição à sociedade. Existem lugares bons e menos bons para expor, locais alternativos ou oficiais, locais com boa luz ou na penumbra. Seja criterioso, sem ser purista, pode desbravar novos espaços mantendo um minimo de qualidade. Também não adianta ter o currículo repleto de exposições em churrascarias... convém expor num restaurante japonês de vez em quando.

Okay, você tem obras coerentes e faz exposições. O que mais? Tudo depende da sua ambição. Quer ficar rico mesmo? Contrate assistente para produzir feito louco e inundar o mundo com sua arte. Quando maior sua produção maior poderá ser seu alcance no mercado. Mantenha um portfolio bem feito com suas obras, um site ou blog para facilitar a apreciação. Saiba negociar e pagar comissões, não seja duro no comércio. Sociabilize, frequente vernissages, entre em panelas, "tenha uma carteirinha de artista" como diz o Nelson Leiner. Um desafio importante é se manter na crista da onda, ou pelo menos na marola. Fazer sempre a mesma coisa pode também gerar críticas desfavoráveis. Cuidado com a decadência. Dizem que certos artistas plagiam a si mesmos. Vai vendo a dureza do nosso meio. Muito cuidado no mundo da arte. Gostoso mesmo são vernissages bem servidas.

Sucesso! Ricardo Ramalho

Saturday, February 20, 2016

Apenas 3 dicas para Whatsapp e chat de equipes profissionais

Existem basicamente três tipos de chat nessa vida: chat com amigos (incluindo familiares), chat com clientes e chat com colegas de trabalho. Nos dois primeiros dificilmente haverão problemas, porque amigos querem se falar, e clientes querem falar com fornecedores. Tenho visto problemas na terceira situação: chat entre pessoas que trabalham juntas. A razão é óbvia... elas não querem se falar.

Cada nova tecnologia trás novas soluções, novos aprendizados e novos problemas. Não é de hoje que muita gente tem dificuldade com a escrita e com a leitura. A proliferação dos chats, a rapidez dos textos e a abreviação de frases só pioram a leitura e a escrita. Estamos vivendo uma situação de atrofia dessas capacidades em escala global.

As 3 dicas que tenho para equipes que usam chat, seja pelo Whatsapp, Messenger ou qualquer outro são as seguintes:

1) Evite usar o chat para assuntos profissionais de longo prazo, use somente para temas emergenciais, urgentes, efêmeros ou de curtíssimo prazo. Por exemplo: "olá por favor traga seis pães" é uma ótima frase para um chat, resolve algo urgente e efêmero. Mas nunca enviei o seguinte chat "olá, você vai ficar responsável pelo suprimento de pães". Este tipo de mensagem seria melhor por email, porque é um registro de responsabilidade, que posteriormente poderá ser resgatado. Além disso a tarefa por ser de longo prazo pode gerar questionamentos e um debate interminável no chat. No chat as frases vão se acumulando e as informações e acordos se perdem.

2) Não discuta problemas profissionais no chat, as pessoas não estão se vendo e não percebem as entonações de voz. As vezes passamos instruções complexas via chat (primeiro erro, deveria ser por email), as pessoas não compreendem e o debate começa. Pode ser o caso de telefonar, fazer um skype ou enviar um email.

3) Sempre que receber um conteúdo importante no chat responda simplesmente com um "ok" ou algo assim, sinalizando com boa vontade que você leu e está de acordo. Faz parte da etiqueta de internet. Até nos emails uma réplica deste tipo é simpática. Se essa gentileza for seguida poderá evitar até os dois outros problemas acima. Eventualmente um "ok, depois conversamos" é uma boa resposta que sinaliza a leitura e eventuais ressalvas que serão tratadas depois.

Vou dar mais um exemplo que ilustra as três dicas:
Falhou a entrega de um produto a um cliente. Procedimento certo: enviar um chat ao colega de escritório informando o acorrido e definir uma solução de curto prazo. Todos estarão de acordo que o problema precisa ser resolvido com urgência. O erro pode vir agora: no chat começam a trocar mensagens do porquê isso aconteceu, como poderia ter sido evitado, quais os novos procedimentos que passarão a ser adotados para evitar o problema... pronto... você arrumou um outro problema. O debate não terá fim, e as resoluções vão se perder no chat. Marque uma reunião sobre o tema ou troquem emails com calma.

Quer um atalho para evitar os problemas acima e ficar bem a vontade? Só use o chat com pessoas que usam bem o chat. Se você tem um colega que não usa bem o chat tome cuidado para não se estressar porque a comunicação poderá ser frustrante. Às vezes temos colegas que usam bem e podemos ter longos bate-papos sobre temas importantes, mas existem casos em que a conversa não é correspondida. Esqueça. Com esse colega seja telegráfico, seja simpático no chat, mas fale o mínimo dos mínimos. A menos que a empresa forneça um treinamento de uso de chat... (tipo pedir para o colega ler este artigo) o que sinceramente não sei se funciona, porque as vezes o interlocutor tem limitações estruturais para ler e escrever, ou não tem experiência em comunicação corporativa ou não quer aprender essa nova habilidade.

Sucesso e bons chats com amigos, clientes e colegas. Um abraço Ricardo Ramalho :)
PS: Ah!! O simpático sorrisinho :) ou aquele kkkk ou o rsrssrss amenizam bem e podem salvar vidas, no Facebook ou nos chats.

Saturday, January 2, 2016

O que faz a consultoria Ricardo Ramalho

Além de escrever neste blog, e atender clientes particulares, tenho vários projetos em andamento e gosto de pensá-los como que cobertos pelo suporte da RR Consultoria.


- administração da Prainha Residência artística com diversos programas para turistas, artistas e hóspedes.
http://prainharesidencia.blogspot.com.br/









- administração do Estaleiro Oficina, construção de barcos, pranchas, caiaques, cursos e suporte técnico para a construção amadora. www.estaleirooficina.blogspot.com.br









- administração da Seu Video Produções, videos de eventos, canais para o Youtube, tutoriais e cursos online.
https://www.facebook.com/seuvideoproducoes









- administração da Galeria RR online, exposições, venda de acervos de artistas e coleções particulares.
http://galeriarr.iluria.com/








Cada projeto um mundo. Para ser sincero todos estes projetos estão em fase de atualização de planejamento e formatação de plano de negócios (Janeiro de 2016) com apoio da RR Consultoria.

Precisando de quaisquer um destes serviços é só chamar pelo email artistaramalho@gmail.com

Um abraço, Ricardo

PS: Atualização. Post publicado em 2 de Janeiro e atualizado em 20 de Fevereiro 2016. O serviço "Ricardo Ramalho Foto, registro de eventos sociais e fotografia contemporânea" caiu da nossa lista de prioridades para ceder espaço ao Estaleiro Oficina. Estamos mantendo o vigor na Seu Video Produções, essencial para documentar todos os projetos. Mesmo assim curta o Facebook de RR Foto, afinal sou um artista :) 
https://www.facebook.com/ricardoramalhofoto

Manual Mínimo das 9 Etiquetas para Internet e Celular

Este guia pretende evidenciar um padrão eficiente e agradável de comunicação entre as pessoas. Muitos não simpáticos ao vivo, mas na internet... (também exite o contrário: na internet é um amor, ao vivo nem tanto). Convém se adequar no email, facebook, ou celular para evitar ruídos.

1) Jamais deixe recados gravados em caixa postal de operadora de celular. Você gosta de receber mensagens assim "você te um novo recado"? Você curte ligar para a operadora, ouvir as propagandas, ouvir o aviso "esta ligação é gratuita!" e depois de longos segundos ouvir os recados mal gravados e desnecessários?? Não curte??? Então não deixe recados para as pessoas.

2) Se tiver que deixar recados gravados, seja na operadora ou no whatsapp diga logo sobre o que se trata. Evite deixar recados assim "me liga", ou "preciso falar com você". Introduza o assunto para dar uma satisfação e tranquilizar o outro.

3) Não trate de trabalho nas mensagens do Facebook. Utilize o email. Assuntos sérios pelo Facebook depois se perdem. No email tudo fica registrado.

4) Outra dica muito boa sobre emails: que tal responde-los? As vezes um pequeno "Okay" é como se fosse um néctar para quem recebe. No whatsapp também. Os risquinhos azuis não substituem uma boa atenção sobre o recebimento de algumas comunicações.

5) Sempre responda emails com cópia para pessoas envolvidas no trabalho, ou copie pessoas que possam vir a se envolver. Elas se sentem valorizadas e o conhecimento de espalha.

6) Sempre leia os emails em que você recebe cópia. O email não é para você, mas se foi copiado é porque você tem relevância e compromissos estão sendo firmados. Se você acha que recebe emails em cópia sem necessidade converse com o remetente a respeito. Eventualmente ao receber muitos emails copiados importantes é bom dar um sinal de vida de vez quando, do tipo "Okay pessoal!! Estou a par de tudo". Ou então "Okay, obrigado!"

7) "Não escreva o que não diria pessoalmente", importante para todo tipo de situação, facebook, email, foruns online. Também e bom evitar de contrariar os outros de forma dura. Se for contrariar seja fofo.

8) Quer se queimar de vez?? ESCREVA TUDO COM CAIXA ALTA!!! (note que pouca gente usa caixa alta, tamanha a gravidade).

9) Lembre-se de que existe algo bem pior do que o corretor de texto que troca suas palavras: escrita às pressas. Releia antes de enviar.

Por enquanto é isso. São incontáveis os deslizes que se cometem na internet. Como sabem, é pior deslizar no Facebook do que no Jornal Nacional.

O cuidado na comunicação, a expressão de forma eficaz, atenciosa e cordial, são pilares da liderança e reputação com colegas e queridos.

Um abraço!

Ricardo Ramalho

Saturday, December 19, 2015

Veja abaixo nossos termos de uso para fotos entregues em alta

Cada vez mais fotógrafos entregam imagens em alta resolução para seus clientes, sem cobrarem mais por isso. É o nosso caso. Acreditamos que se o cliente pagou pelas fotos, tem o direito do arquivo em alta. Porém existem limitações naturais para o uso das imagens. Segue abaixo:

Termos de Uso das Imagens em Alta Resolução: o cliente tem o direito de uso das imagens restrito ao ambiente familiar, ou institucional interno sem fins lucrativos, elaboração de álbuns do casamento, ou evento, e eventual divulgação em colunas sociais, com citação do nome do fotógrafo. O fotógrafo conserva os direitos autorais das imagens, sendo assim todo uso deve conter crédito constando seu nome (exemplos: no álbum, mesmo que elaborado por terceiros, deve ser dado o crédito ao fotógrafo no final da encadernação, em power-points, publicações em mídias sociais ou divulgação deve constar seu nome). É vedado sem a autorização do fotógrafo o uso e a ampliação das imagens para fins comerciais, plataformas publicitárias, artigos de revista, ampliação para formatos maiores do que 30 x 20 cm, e ampliação para montagens de parede. Consulte-nos sobre ampliação para molduras e garanta uma obra de arte com o Certificado de Autenticidade do Artista). Este contrato poderá sofrer atualizações, pelo que agradecemos a compreensão, confiança e preferência pelo nosso trabalho.

Ricardo Ramalho
www.facebook.com/ricardoramalhofoto

Monday, November 23, 2015

Motivation needs priorities too, go for what is best for you.

(posted in www.tsu.co/ricardoramalho)

Tsu is an incredible platform, I see this as a great opportunity and it can become more relevant for content and monetization than Youtube. Having said that it is notorious that the platform is more adictive than the others. Aren´t we having fun and going crazy here? :) 

What is my tip? Don´t get carried away in Tsu. Use it in a healthy manner. It will take time to reach a significant number of followers. You can make a lot more money focusing on your job and partners outside of Tsu. To earn good money here you need to be a celebrity. You can become one, over time. But celebrities also make a lot more money outside of the platform. For the moment, Tsu is a good complement for products communication strategies. And to be honest I am trying to figure out a personal strategy here.

I did an experiment: for three days I posted around 25 original posts. I broke all my earning records: made 10 cents in one day. (Sounds funny, I wouldn´t post that in Facebook... it would embarass myself). Actually that earning is not bad, as it is A LOT more than I get in Youtube and Blogger monetization. Well, anyway, I decided I will not post 25 times a day anymore. Those three days cost me a lot of attention from my personal projects that provide a lot more income and real life impact. We won´t get rich easily in Tsu. Great content is more than nice photos. Profitable Youtube channels have 300 original videos, realeased one by one, weekly. That is heavy content and a lot of hard work too!! Now let´s drink some water and get our stuff done, my friend :) Cheers!!!  


Posted originally in Tsu group Motivation and Inspiration http://www.tsu.co/ricardoramalho/97346516

Saturday, November 21, 2015

Tudo o que você precisa saber sobre o Tsu

Tsu é a nova mídia social que muita gente está falando e entrando. Inaugurada ano passado, sua proposta é inovadora: todos os usuários monetizam seus próprios posts.

O que é monetizar? Monetizar é ganhar dinheiro veiculando publicidade no seu blog, ou no seu canal do Youtube. Normalmente nos blogs ou canais do Youtube as pessoas podem optar pela monetização, autorizando anúncios e faturando conforme a visibilidade dos seus conteúdos. Mas Youtube e blog não são exatamente mídias socias. Tsu é a primeira mídia social a permitir a monetização em larga escala. E são generosos: apenas 10% da renda de publicidade fica com o Tsu, o resto vai para os usuários e projetos de caridade.

No Facebook toda a renda de publicidade fica com eles mesmos. Existe até uma querela entre o Facebook e o Tsu, com o primeiro bloqueando links do segundo. O modelo de negócio do Tsu incomoda o Facebook, e diversos artigos estão aparecendo acerca da ditadura do Facebook sobre seus usuários e outras fontes de conteúdos.

Como é o Tsu?

É tipo o Facebook, só que mais simples, não tem tantos filtros, penduricalhos e ajustes: o visual é limpo, você posta, as pessoas podem curtir e compartilhar. Pode postar publicamente, ou só para amigos. Com frequência é como se fosse um monólogo, tipo Twitter, existe pouca interação entre as pessoas, mas quem quiser interagir pode tecer comentários e réplicas nos posts. Tem hashtags para categorizar tópicos, e funcionam bem.

Você pode postar fotos, textos e links. Você pode ficar amigo, ou apenas seguir ou ser seguido.

Tem uma boa comunidade de brasileiros, então pode postar em português numa boa. Tem grupos temáticos para participar.

Quais as vantagens?

Você pode ganhar umas moedas criando seus posts. Sim, apenas centavos, no começo (ou uma fração de centavo). Claro que se você for uma celebridade com 50 mil seguidores, um post seu vai faturar mais, do que o post de uma pessoa com 300 amigos. Se você não é uma celebridade é preciso pensar a médio prazo lá. Mas estes poucos centavos ja são mais do que eu ganho monetizando este blog que você está lendo.

Isto acontece porque a visibilidade dos posts no Tsu é muito mais alta do que num blog. Por ser uma mídia social, muita gente transita lá. No Blogspot, ou Youtube, cada post tem muito menos visualizações. Este meu post de blog por exemplo só vai ser visto por mais pessoas se eu postar o link no Facebook, ou no Tsu, e no Twitter. Um blog não é um ecossistema de pessoas. Midia social sim. O Facebook tem boa visibilidade, mas não paga nada. Na verdade não sabemos qual nossa visibilidade no Facebook, porque os perfis não tem estatísticas, somente as páginas institucionais tem este recurso. No Tsu todos tem estatísticas.

O potencial do Tsu pode ser maior do que o Youtube no futuro, porque também inclui videos, e ainda tem as postagens de texto que são rápidas como o Twitter, com um grande fluxo de pessoas.

Existem muitas dicas de como se safar por lá, o ambiente é frenético: uma dica é fazer o maior número possível de amigos e seguidores, sem dó. Esqueça questões de privacidade, ja passamos desta fase nas mídias sociais (assuma seus riscos e não se exponha demais). Ter muitos amigos e seguidores vão te dar mais alcance. No Facebook os riscos da super exposição são maiores, porque o universo é bem maior e existe muita zueira. No Tsu as pessoas se comportam melhor, por temer serem bloqueadas, ou expulsas da rede, que tem um rigoroso controle de qualidade das postagens.

Também é muito importante criar seus posts originais: são eles que serão rentabilizados. Não adianta só compartilhar posts dos outros. Mas compartilhar é simpático, afinal também queremos que compartilhem os nossos posts.

Como entrar?

Só entram convidados, então usem meu código ricardoramalho
Minha página é www.tsu.co/ricardoramalho

A gente se vê lá dentro!!! Se você curte mídias sociais é bom dar uma sapeada e investir algum tempo alí. Não sabemos se vai vingar no futuro, mas só de incomodar o Facebook ja é um alento :)

Um abraço!!
Ricardo
21/11/2015


How to be motivated?

(posted in www.tsu.co/ricardoramalho)

It is not easy to feel motivated all the time. Without motivation it is hard to concentrate on the things we need to do. I have 3 tips for those that need more motivation:

1) Take good care of your body, with enough sleep, eating healthy food, drinking more water, and do some light exercise, like walking. Meditation can also me considered a form of body care (and mind care).

2) Avoid working alone all the time, work with people. That is easier if you work in a team. But if you are self employed, and have to work alone as a freelancer, try to stablish new partnerships, chat with your clients and suppliers, create projects and new products with other people involved. An associate partner or even an assistant can help you grow a lot, and find new rhythm. Socialization at work is very important. Nobody will succeed alone. Be a leader, get inspired by inspiring other people.

3) If you have a lot of work ahead of you, take baby steps, and go for quick goals. Like, working junks of 45 minutes, and resting 15 minutes. Try to accomplish one small part of the job. Then go for the next part. Get organized. Remember: any method is better than no method at all.

Cheers, Ricardo :) #mypostsinenglish

Posted originaly in Motivation and Inspiration (Tsu group)
Follow me www.tsu.co/ricardoramalho

PS: since Tsu has no content download recovery tool (like Facebook and Blogger) I will sometimes duplicate my posts here in my blog. to have them sabed.

Saturday, October 24, 2015

Hoje inauguramos anúncios neste blog

O Google Adsense é uma ferramenta de inserção de anúncios de terceiros em blogs ou sites. Embora o blog perca um pouco da sua "pureza" (se é que tem alguma) vamos rentabilizar com as visitas que visualizam ou clicam nos anúncios. O valor esperado por ano é bastante baixo, mesmo assim vale como ajuda de custo para publicar os textos e como pesquisa sobre o funcionamento deste sistema. Visto que o mercado de arte é o tema central deste blog até que os anúncios não desvirtuam tanto. Existem blogs que faturam bem com publicidade. O Youtube também tem uma ferramenta semelhante para monetizar videos, fazendo seus canais se tornarem fonte de renta para os youtubers. Este também é um objetivo nosso, por meio da nossa produtora Seu Video Produções.

Um abraço!!
Ricardo
24/10/2015

Friday, October 23, 2015

O erro do artista que vende por fora


Toda galeria cobra uma merecida comissão pela venda das obras. A comissão de 40% ou 50% costuma impressionar os leigos e revoltar os marginalizados. A defesa desta comissão aparece noutros textos meus, vou justificar brevemente mais uma vez aqui. Uma grande galeria tem entre 10 a 20 funcionários altamente qualificados. Imagine o custo disso. Tem muito mais: um espaço grande e dispendioso, investe nas exposições, tem despesas contabilísticas, assessorias e precisa de caixa para feiras, manutenção e armazenagem de obras de artistas. O artista argumenta "eu também tenho custo de aluguel". Não dá para comparar o custo de manutenção de uma galeria com um atelier.

Alguns artistas tem clientes próprios e vendem por fora diretamente, mesmo sendo representados por galerias. Acreditam assim que estão resguardando seus interesses. Estão enganados. Por que? Porque estão concorrendo com seu principal distribuidor local, estão prejudicando os resultados da galeria, e consequentemente enfriando e distanciando uma relação que deveria ser próxima e produtiva. A galeria investe na divulgação do artista, mas este, excessivamente competitivo, aproveita-se da visibilidade e vende por fora, de fora dura, alegando que a galeria só merece comissão sobre seus próprios clientes: isto não é visão de equipe, não é liderança, não é parceria. É natural nestes casos que a galeria perca interesse no artista. E se as galerias não têm interesse no artista, nenhum curador tem. Sem interesse de curadores e galeristas os colecionadores também se afastam. Sem galerista, sem curador e sem colecionador, não tem museu.

Uma coleção próspera é formada por obras de artistas que transitam bem pelo circuito. Todo artista com ambições de ser independente se aproxima do modelo Romero Britto de fazer negócio: rico, porém marginalizado e sem relevância. (O maior problema do Britto não é tanto sua obra, mas sua atuação). O artista que vende por fora, quer tomar a comissão da galeria para si. Por causa deste pequeno valor acaba comprometendo sua inserção no longo prazo e a evolução dos seus preços. É como se uma fábrica vendesse para o publico mais barato do que os distribuidores: isto quebra a distribuição, reduz o alcance e prejudica a fábrica. É como se o artista criasse um mercado paralelo de sua própria obra.

Uma vez numa palestra da FAAP o icônico galerista Marcantonio Villaça disse "Todas as obras do artista estão na galeria. No atelier não tem nada: só obras inacabadas". Outra figura bem sucedida nas artes é o Vik Muniz. Uma vez visitei sua nova casa em construção no Brooklin (NY). Era um armazém tão grande que ousei perguntar "Você vai ter uma sala expositiva aqui?". Resposta: "Não. Não trabalhamos assim aqui". Outro exemplo: eu estava com o amigo artista Caio Reisewitz visitando a mega galeria Mario Sequeira em Braga, Portugal, onde ele participava de uma coletiva. O marchand entusiasmado com a presença do artista fez o convite "quer fazer uma individual aqui?". A resposta surpreendente do Caio: "Fala com a minha galeria".

Diversos artistas adotam este outro modelo de relacionamento. Todas as transações passam pela galeria. Isso fortalece a representação, clarifica as relações, dá segurança para o investidor e o curador, torna sua cotação mais robusta, melhora o lobby do artista no circuito local, clarifica melhor os compradores e deixa tudo mais transparente. É preciso ter as costas largas neste mercado. Não é novidade que o mundo da arte é complicado.

O valor da obra de um artista não é mérito somente dele. A galeria ajuda a conferir este valor. A representatividade do artista no circuito, os convites para exposições, a confiança despertada nos atores do sistema ajudam a legitimar a posição e a cotação do artista. Toda galeria é um espaço institucional. Quando o artista abdica de valorizar as instituições da arte seu destino é um só: a marginalidade. Nunca é tarde para rever estratégias e costurar boas relações.

Sucesso,
Ricardo Ramalho
23-10-2015




Tuesday, October 6, 2015

Os 3 erros mais comuns de portfólios

Um bom portfólio de arte pode ser online ou impresso, deve ter uma seleção de boas obras do artista, imagens com fichas técnicas e um currículo artístico. Então é isso, ficou fácil perceber quais são os 3 erros mais comuns:

1) Seleção equivocada de obras.
Existem várias formas de errar nesse ponto, o erro mais comum é o "portfólio colcha de retalhos", os trabalhos não tem nenhuma relação entre si, não existe um conceito claro que agrupe as obras. Este problema pode ir além do portfolio e afetar a carreira do artista que cada hora faz uma coisa diferente. Outro erro é colocar obras boas e obras ruins. Que tal apenas as boas? Nem tudo o que um artista faz precisa estar no portfólio. Outro erro comum, este com artistas consagrados, é colocar no site "tudo o que eu fiz na vida". Alguns artistas famosos fazem isso, seus sites são tipo um catalogue raisonné: têm milhares de obras catalogadas. O meme abaixo traduz meu comentário.

2) Ausência de fichas técnicas.
Aqui nota-se o amadorismo do artista, as imagens do portfólio não têm qualquer informação sobre ano, título, técnica e dimensões. O leitor fica totalmente perdido. Não sabe se está olhando para uma escultura ou um chaveiro. A pintura não se sabe se é das grandes ou das pequenas. Fotografia então é a festa da enganação. O sujeito mete 20 fotos no portfólio e acha que está tudo certo. Uma foto só é arte se tiver tratamento de arte. Uma foto sem ficha técnica é como se fosse uma foto da sua tia. Qual a tiragem da edição? Qual a dimensão da fotografia? Qual a escala disso? Que ano foi feito? É coisa recente ou da sua infância?
3) Não consta currículo artístico nenhum.
Nem sequer um currículo embrionário. Para desenvolver uma carreira convincente o artista precisa elencar seu percurso de exposições e formação. Não adianta pintar como Michelangelo se o artista não se relaciona com o circuito cultural. Se não faz exposições públicas ninguém fala sobre a obra. Muitos artistas vendem obras decorativas e não fazem exposição. Dificilmente serão valorizados no futuro porque seus trabalhos estão à margem dos museus, galerias, coleções, espaços e publicações. Pouco adianta escrever textos poéticos sobre seu próprio trabalho. Convém deixar que críticos independentes façam isso. Pode até escrever algo curto sobre sua própria obra, usando um vocabulário consagrado, sem muitos devaneios, com algumas referências históricas e motivações pessoais. Mas o essencial mesmo é uma lista de exposições coletivas e individuais. Sem lero-lero.

Sucesso!!!
Ricardo Ramalho
6-10-15

Saturday, September 19, 2015

O que Ricardo Ramalho tem feito afinal?

Essa é uma pergunta que, gostaria de dizer muita gente faz mas, poucas pessoas me fazem. Merece um post porque valorizo essas poucas pessoas. Tenho feito muita coisa. Não quero crer que faço coisas a mais porque ainda tenho outras coisas mais para fazer como poderá ver. Se faço muita coisa é porque me vejo como um conglomerado de iniciativas.

O que estou fazendo no momento? É bom eu mesmo recapitular.

1) sou artista plástico, um pouco devagar na carreira, porém devagar e sempre, com firmeza. Não sou um trator avançando na primeira marcha. Sou um navio atravessando o canal do Panamá. Acredito que no futuro serei um artista rico e famoso. Dizem que o artista "está sempre trabalhando"... não caia nessa conversa. Trabalho nisso esporadicamente, faço obras "por projeto". O que preciso é fazer mais projetos. Eventualmente faço curadorias, mas me considero mais artista do que curador. Neste pequeno blog poderão apreciar algumas obras e o currículo artístico http://ricardoramalhoarte.blogspot.com.br/
Galeria RR online

2) sou consultor de arte, ja atendi diversos artistas e estou atendendo três no momento. Faço um trabalho personalizado que colabora com o posicionamento do artista no mercado de arte contemporânea. Meu enfoque vai desde a produção em si da arte até a visibilidade e comunicação do artista. Preciso divulgar mais este serviço. O fato de pipocarem clientes indica que muitos outros poderiam se interessar. Estudo técnicas de consultoria e pretendo buscar outros perfis de clientes, como colecionadores e galerias. A RR Consultoria está com outros projetos também, como a Galeria RR online que pretende comercializar meu acervo pessoal e de outras pessoas (tenho vendido algumas obras), é um projeto em fase muito inicial e que também requer divulgação e tempo. E a Prainha Residência Artística (mais informações abaixo). No google "consultoria de arte" tem o meu blog entre os primeiros neste tema, acesse http://ricardoramalhoconsultoria.blogspot.com.br/

3) sou diretor administrativo e videomaker da DAlessandro Fotografia, onde produzimos fotografia comercial e videos de eventos, casamentos, palestras, youtube e cursos, juntamente com o artista Paulo D'Alessandro. Este é o meu trabalho mais intenso no momento. Estamos com uma gama enorme de produtos, a divisão de video cresceu muito e vai crescer mais. Em breve lançaremos cursos. Vide nosso site (design Mario Ito) http://dalessandrofotografia.com.br/

4) sou curador da Prainha Residência Artística, meu segundo trabalho mais intenso. Estamos restaurando uma casa que era da família em Itanhaém, recebendo hóspedes e organizando vivências. Não é uma atividade nova para mim, organizei a residência artística do Instituto Volusiano em São Paulo, e durante anos administrei hospedagens artísticas em Portugal, quando lá morei. Vide nossa programação em mais este blog http://prainharesidencia.blogspot.com.br/. Instalamos wifi ontem!! Então posso pilotar daqui muita coisa da empresa de fotografia, a consultoria e fazer artes plásticas.
Tenho passado metade da semana em Itanhaém e metade em São Paulo.

meu caiaque de madeira
De atividades "rentáveis" é isso. Tenho alguns hobbies e curto midias sociais. Uma das minhas páginas no Facebook une essas duas coisas "Construção de barcos" www.facebook.com/construcaodebarcos tem 1800 fans.

Obrigado pelo seu interesse neste blog e na minha colaboração :)

Um forte abraço!!

Ricardo Ramalho
artistaramalho@gmail.com
19/9/2015

Wednesday, August 26, 2015

A Galeria RR volta a abrir as portas!!

Ou melhor, volta a abrir portas online!!
Lançado dia 25 de Agosto, acesse o site de e-commerce http://galeriarr.iluria.com/
Obras do acervo pessoal de RR, coleções particulares e artistas bem selecionados!

Para comprar ou vender arte fale com a gente!!
Dúvidas pelo email artistaramalho@gmail.com
Screenshot da Galeria RR online.

Tuesday, August 25, 2015

Estamos administrando a Prainha Residência Artística!!

Conheça o site da Prainha Residência Artística. 
Uma casa de frente para a praia em Itanhaém, administrada pela RR Consultoria, com todos os programas de uma residência artística.
O espaço também é receptivo a estadias de finais de semana por interessados em geral. Arte, surf, descanso e churrasco é la.
Saiba mais no link http://prainharesidencia.blogspot.com/